Saltar para o conteúdo

Como pode a acupunctura aliviar a dor musculoesquelética?

Pessoa recebe sessão de acupuntura nas costas, com agulhas sendo inseridas por praticante em ambiente de terapia.

Dor musculoesquelética: como a acupuntura pode ajudar a aliviar e a recuperar

A dor musculoesquelética pode tornar-se incapacitante em pouco tempo. Quer resulte de lesões que reaparecem, de hábitos do dia a dia (como muitas horas sentado) ou até de uma noite mal dormida numa posição pouco habitual, nem sempre é simples perceber quais os protocolos de tratamento mais indicados para acelerar a recuperação e reduzir o desconforto.

De forma geral, a dor musculoesquelética é a dor que envolve músculos, ossos, articulações, ligamentos, tendões ou nervos dentro do sistema musculoesquelético. Pode manifestar-se apenas numa zona específica (por exemplo, ombro ou lombar) ou espalhar-se por várias áreas do corpo, consoante a origem do problema.

É frequente estar associada a situações como lesões, sobrecarga/uso excessivo, envelhecimento ou condições subjacentes que alteram a estrutura e o funcionamento do aparelho musculoesquelético. Além disso, a sensação de dor e a sua intensidade podem variar ao longo do dia, alternando entre períodos de alívio e fases mais limitantes.

Apesar de nem sempre ser a primeira opção que vem à cabeça quando se pensa em tratar dor musculoesquelética, a acupuntura pode ser um recurso terapêutico bastante eficaz.

Acupuntura na dor musculoesquelética: de que forma pode aliviar a dor?

A acupuntura pode ser uma ferramenta útil na gestão da dor musculoesquelética, porque atua tanto nos sintomas (dor, rigidez, espasmo) como em alguns fatores que contribuem para o problema, ajudando a criar condições para uma recuperação mais consistente.

Eis como funciona:

  1. Estimulação do alívio natural da dor: A acupuntura estimula o sistema nervoso, favorecendo a libertação de endorfinas (analgésicos naturais do organismo) e de outras substâncias neuroquímicas que podem diminuir a perceção da dor.

  2. Melhoria da circulação: Ao trabalhar pontos específicos, a acupuntura pode potenciar o fluxo sanguíneo nas zonas afetadas. Isso pode ajudar a reduzir inflamação, apoiar a cicatrização e diminuir rigidez ou sensação de “peso” muscular.

  3. Redução da tensão muscular: A técnica pode contribuir para aliviar contraturas e espasmos, que muitas vezes são uma fonte relevante de dor musculoesquelética. Com menos tensão, tende a melhorar a amplitude de movimento e a reduzir a dor associada a sobrecarga ou lesão.

  4. Equilíbrio da energia (Qi): De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), a dor musculoesquelética pode surgir quando existem bloqueios ou desequilíbrios no fluxo de energia do corpo (Qi). A acupuntura procura restaurar esse equilíbrio, o que pode aliviar a dor e ajudar a prevenir recidivas.

  5. Apoio em condições crónicas: Em problemas prolongados como artrite, tendinite ou dor lombar, a acupuntura pode oferecer alívio sustentado ao longo do tempo, sobretudo por contribuir para a redução de processos inflamatórios e por apoiar a reparação dos tecidos.

  6. Efeitos secundários mínimos: Quando comparada com determinados fármacos ou procedimentos invasivos, a acupuntura é, em geral, uma opção de baixo risco e com poucos efeitos adversos, sendo adequada para gestão continuada da dor em muitas pessoas.

Como integrar a acupuntura com outras abordagens em Portugal

Para quem vive com queixas musculoesqueléticas, a acupuntura pode funcionar muito bem como complemento a outras estratégias. Em contexto português, é comum combinar o tratamento com fisioterapia, exercício terapêutico, yoga ou cuidados de quiropraxia, dependendo do caso e da recomendação profissional. Esta integração tende a reforçar a recuperação, melhorando mobilidade, controlo da dor e retorno gradual às atividades diárias.

O que pode influenciar os resultados do tratamento

A resposta pode variar consoante fatores como a duração da dor (aguda vs. crónica), o grau de inflamação, os padrões de movimento, o nível de stress e até a qualidade do sono. Em situações de sobrecarga repetitiva (por exemplo, trabalho ao computador ou tarefas físicas exigentes), ajustar ergonomia, pausas e rotinas de fortalecimento pode ser determinante para manter os ganhos do tratamento e reduzir recaídas.

Para mais informações ou para marcar uma consulta, por favor envie email para: [email protected]

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário