Análise do Sashwa River of Stars Wellness Retreat
Há pouco tempo, tive o privilégio de ser convidado(a) para participar num retiro para facilitadores, realizado no Sashwa River of Stars Wellness Retreat, no Parque Kruger.
Em termos de acessos, o Sashwa fica a cerca de 90 minutos do aeroporto de Hoedspruit. O voo a partir de Joanesburgo mal chega a uma hora, mas a mudança de paisagem é imediata: em poucos minutos passamos das vistas aéreas de telhados e zonas urbanas para montanhas suaves e grandes extensões abertas. Mesmo antes de chegarmos ao destino, já tivemos um daqueles momentos que ficam na memória - ao aterrar, avistámos elefantes relativamente perto do aeroporto, além de vários impalas.
Chegada ao Sashwa e primeira impressão
À nossa espera estavam os colaboradores simpáticos, prontos para transportar o grupo até ao Sashwa. Pelo caminho, entre estradas poeirentas e algo irregulares, alguns avistamentos de girafas e a excitação partilhada sobre o que nos esperava, chegámos já com o fim de tarde a arrefecer. Não vou estragar a cerimónia de boas-vindas - basta dizer que, em poucos minutos, sentimos aquela sensação rara de “regresso a casa” depois de muito tempo fora.
Quartos privados e detalhes que fazem a diferença
Cada participante recebeu um quarto e foi acompanhado(a) até ao seu quarto privado. Todos tinham casa de banho privativa, espaço suficiente para organizar a bagagem e, um pormenor muito útil, o seu próprio tapete de Yoga e almofada de meditação para usar durante toda a estadia.
Um dos meus pequenos luxos favoritos quando viajo é entrar num quarto e encontrar uma luz já acesa, como gesto de acolhimento - aqui, era uma lâmpada de sal. Com a arrumação diária, esse conforto repetia-se: ao fim de cada tarde, depois do safari, regressava ao quarto e voltava a sentir esse cuidado simples, mas marcante.
Manhãs de Yoga e natureza junto ao rio Olifants
Os dias começavam com Yoga no deck, com vista para o rio Olifants. Depois, seguia-se uma atividade de vida selvagem - e uma das minhas preferidas foi, sem dúvida, a caminhada guiada. Com orientação especializada, fomos levados(as) a observar detalhes que muitas vezes passam despercebidos quando se está num jipe: figueiras-das-rochas, ninhos de térmitas e outros “tesouros escondidos” do ecossistema local.
Quando não estávamos a absorver os sons naturais que envolviam as nossas sessões de Yoga, estávamos a bordo de um veículo em safari, com a sorte de ver rinocerontes, elefantes, várias espécies de antílopes e uma grande diversidade de aves.
Refeições plant-based e momentos sem pressa
As refeições eram vividas com calma e como um verdadeiro prazer saudável: pratos 100% de base vegetal, bem pensados e satisfatórios. (Para quem quiser aprofundar este tema: Plant based meals – Dining at Sashwa.)
Vale a pena sublinhar como este ritmo - comer sem pressa, mover o corpo, respirar e voltar à natureza - cria espaço para descanso real. Mesmo para quem chega cansado(a), o corpo parece alinhar rapidamente com a cadência do lugar.
O sonho de qualquer facilitador: espaços e recursos no Sashwa River of Stars
Para quem organiza retiros, o Sashwa é, literalmente, um sonho de facilitador. O espaço está preparado para apoiar um retiro do início ao fim, sem obrigar a compromissos logísticos. Se, como eu, também facilitas programas multidisciplinares - com workshops, terapias, momentos de meditação e práticas de Yoga - aqui encontras condições para integrar tudo de forma fluida.
Comodidades incluem
- Yoga Shala
- deck exterior de Yoga
- Sala de meditação
- Estúdio criativo
- Sauna infravermelha
- Ginásio
- duche exterior
- Observação de estrelas
- Spa e salas de tratamentos
- sala de boas-vindas e zona de deck (muito adequada para atividades e workshops)
- Observatório de aves (bird hide)
- Piscina
- várias zonas exteriores de lounge
Dois aspetos que elevam a experiência (e que muitas vezes são ignorados)
Uma parte especialmente valiosa num retiro é a forma como o ambiente apoia a presença e a atenção. No Sashwa, a combinação entre silêncio, céu aberto e distância do “ruído” do quotidiano cria condições ideais para trabalho interior - não apenas durante as práticas formais, mas também entre sessões, quando o corpo e a mente assentam.
Outro ponto relevante é a versatilidade do espaço para grupos com necessidades diferentes. Seja para facilitar momentos mais introspectivos, seja para criar dinâmicas criativas e de grupo, a existência de áreas distintas (interiores e exteriores) permite desenhar um programa mais completo, sem que tudo aconteça no mesmo local.
Agradecimentos e balanço final
Fica um enorme agradecimento ao Sashwa, à sua equipa excecional, ao Dylan pelas sessões de Yoga de base Ashtanga - exploratórias e bem conduzidas - e ao grupo de facilitadores de bem-estar, que trouxe uma energia única e contagiante.
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